O Olaria foi a pedra no sapato dos grandes na Taça Guanabara. Tirou ponto do Flamengo e do Fluminense. O técnico Dé, que passou mal no jogo contra o Fla, é o maior responsável pela boa fase da equipe. Grita com os jogadores e incentiva o time. Dé Aranha, como é conhecido, foi um jogador folclórico. Os antigos contam que ele, num jogo, atirou uma pedra de gelo na bola para roubá-la do adversário. Num jogo aqui em Campos contra o Americano, ele, dirigindo o América, foi a loucura após seu time permitir a virada. O América abriu 1 a 0 com um golaço de Marquinhos, ex-Flamengo, de fora da área - um dos mais bonitos que vi pessoalmente. A bola bateu no travessão antes de entrar. O Americano virou. E ao final da partida Dé, sacaneado pelos torcedores do Americano, reclamou que o resultado tinha sido injusto: “Vocês não mereceram”, insistia em dizer um transtornado Dé. O atual técnico do Olaria foi personagem também de duas goleadas recentes que o Botafogo sofreu diante do Fluminense (7 a 1), em 1994; e contra o Vasco, em 2001 (7 a 0). Mas nem tudo é derrota, Dé também fez parte daquele time histórico do Botafogo que ficou 10 meses invicto. Time que tinha, entre outros, Rodrigues Neto, Mendonça e Paulo César Lima, o PC Caju. O Olaria também tem história. Já vestiram a camisa do time da Rua Bariri nada menos do que Garrincha e Romário, para ficar só com os craques. Recém promovido da Série B, o Olá, como é chamado promete fazer bonito este ano. Com um time corredor, tendo na frente o ensaboado Aleílson, que arrumou dois pênaltis contra o Flamengo, o Olaria já pode ser considerado um dos melhores times de menor investimento do Rio, ao lado do Madureira, que também fez ótima campanha na Taça Guanabara. Aliás as duas equipes mais o América e o Boavista estão nas semi-finais da Taça Xerifão, em homenagem ao ex-zagueiro Moisés Matias de Andrade, morto em 2008. O troféu consolação será disputado em paralelo com a Taça GB. No ano passado, o campeão foi o Americano.